Loja de Pesca Só Lazer fisgando os grandes redondos

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 Nesta matéria vamos falar sobre os grandes redondos que muitos pescadores ainda confundem, ou seja: Pacu, Tambaqui e Tambacu. A fotos que ilustram a matéria foram tiradas no Pesqueiro Taquari em São Roque. Valter, Ícaro, Thiago e Cleber acordaram cedo para irem ao pesqueiro, mas valeu a pena, pois os redondos estavam ativos e deram bastante trabalho e satisfação. Os redondos mais comuns nos pesqueiros de São Paulo são os Pacus e os Tambacus, o Tambaqui por ser um peixe de águas quentes é mais difícil em pesqueiros de São Paulo e sul do País, pois morrem muito fácil com temperaturas baixas.

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 Thiago Tambacu 32 kg

 Também conhecido como pacu-caranha, na região Centro-Oeste, e pacu-guaçu, no Sudeste, é um peixe originário da Bacia do Prata, habitando principalmente os rios do Pantanal Mato-grossense, onde chega a atingir até 18 quilos. Desenvolve-se melhor em ambientes com temperaturas entre 20/30 mas resiste bem a temperaturas abaixo de 20ºc. É um peixe onívoro, pode ser alimentado com frutas, sementes, grãos, pequenos moluscos, crustáceos, insetos e também com ração com 22% a 30% de proteínas. Peixe de piracema, só se reproduz em cativeiro com indução artificial. Nos viveiros pode ultrapassar 1,1 kg em um ano de cultivo. Sua carne é muito saborosa, podendo apresentar acúmulo de gordura se receber alimentação muito rica em proteínas. Nos policultivos deve ser a espécie principal. Quando cultivado com as carpas, come as nadadeiras das mesmas.

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  Os redondos que causam mais dúvidas entre os pescadores são o Tambaqui e o Tambacu.

 Tambaqui

O tambaqui é uma das principais espécies do rio Amazonas, podendo alcançar até 20 kg. Tem a carne bastante apreciada e se adapta bem ao cativeiro, onde atinge, em condições ideais de temperatura e alimentação, até 1,4 kg em um ano. Com crescimento mais rápido que o pacu, porém menos resistente ao frio, registra alta mortalidade em temperaturas abaixo de 15ºc. É onívoro e aceita rações. É peixe de piracema e não desova mais indicadas para o cultivo naturalmente em cativeiros.

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 Ícaro Tambacu de 12 kg

 Tambacu

O tambacu, ou paqui, resultante do cruzamento da fêmea de tambaqui com o macho do pacu. Menos sensível que o tambaqui ao clima subtropical, pode adaptar-se a temperaturas abaixo de 20ºc. Mas se esse híbrido for fértil e escapar para a natureza, ameaça o futuro das duas espécies das quais se originou. Tanto o tambaqui quanto o tambacu têm carne saborosa e aceitam bem a ração em cativeiro. O tambaqui só se reproduz artificialmente em tanques.

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 Valter e Cleber

 Valter – Pacu de 8 kg