Pesca: tradição de pai para filho

Por Marisa Michiko Ito

A pesca, além de ser um esporte e atividade de lazer, é um momento importante de união e tradição entre famílias. Tsutomu Ieiri – mais conhecido por Seu Joaquim –, casado e pai de quatro filhos, sempre teve o costume de levar seu filho, Tadashi, para acompanha-lo em suas pescarias.

Tsutomo Ieiri (Seu Joaquim)

Tsutomo Ieiri (Seu Joaquim)

Tendo como marca registrada sua admirável vitalidade, Seu Joaquim dedica-se também ao atletismo – modalidade que lhe rendeu medalha de bronze no torneio mundial “Master”. Porém, sua diligência e habilidade no atletismo são igualmente proporcionais ao amor que alimenta pela pescaria: Seu Joaquim¬ frequenta assiduamente o Pesqueiro Cantareira, além de pescar no Rio Tietê (região de Pereira Barreto) ao menos três vezes ao ano.

Muito querido pela sua simplicidade, bom-humor e humildade, ele atribui sua longevidade à calma com que enfrenta o dia-a-dia – qualidades estas que o tornam, além de um exemplo de pessoa, um grande pescador.

Agora com 92 anos e esbanjando muita saúde, a jovialidade de Seu Joaquim nos ensina que existem coisas que o tempo não apaga: hoje em dia, é o filho quem leva o pai para pescar em retribuição aos momentos felizes que passaram juntos, alimentando, assim, uma tradição de união e afeto que é construída e reforçada até hoje dentro dos pesqueiros.